RELAÇÃO ENTRE A FRAGILIDADE AMBIENTAL, QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS E ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO CÓRREGO SÃO DOMINGOS, TRÊS LAGOAS-MS

Resumo

A dinâmica de alterações no uso e cobertura da terra e demais ações antrópicas levam à necessidade da compreensão do ambiente de forma integrada. O objetivo desta pesquisa se assenta na construção de uma análise sistêmica e a compreensão da relação entre os elementos naturais. Para o estudo utiliza-se um mapa síntese de fragilidade ambiental e analisa-se a qualidade das águas superficiais e áreas de preservação permanentes (APPs). A bacia apresenta em sua maioria fragilidade ambiental média (74,85%). As classes de águas superficiais detectadas foram classe I e classe II, com menor presença de vegetação natural em APPs relacionadas à classe II. Conclui-se que áreas com plantio de silvicultura tendem a propiciar maior proteção ao solo contra ação das águas pluviais, evitando de maneira eficaz problemas relativos à erosão em relação a áreas com presença de pastagem sem o manejo adequado.

Biografia dos Autores

Rafael Martins Brito, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Patrícia Helena Mirandola Garcia, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Professora do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Matheus Henrique de Souza Barros, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Referências

ARAÚJO, S. C. S. Modelos de simulação baseados em raciocínio qualitativo para avaliação da qualidade da água em bacias hidrográficas. 2005. Tese (Doutorado em Ecologia) – Instituto de Ciências Biológicas, Universidade de Brasília, 2005.

BRAZ, A. M. Geotecnologias Aplicadas na Análise das Implicações entre o Uso, Cobertura e Manejo da Terra e da Qualidade das Águas Superficiais: Bacias Hidrográficas dos Córregos Lajeado Amarelo e Ribeirãozinho, Três Lagoas/MS. 2017. 287 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2017.

CAZULA, L. P; MIRANDOLA, P. H. Bacia hidrográfica Conceitos e importância como unidade de planejamento: um exemplo aplicado na bacia hidrográfica do Ribeirão Lajeado/SP - Brasil. Revista Eletrônica da Associação dos Geógrafos Brasileiros, v. 12, p. 1-24, 2010.

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE, CONAMA. Resolução 357/2005, Enquadramento dos Corpos Hídricos Superficiais no Brasil. Publicada no DOU n 92, de 13 de maio de 2011, Seção 1, 89p. Brasília, Governo Federal, 2011.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA, EMBRAPA. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 2. ed. Rio de Janeiro: EMBRAPA-SPI, 2006.

FERREIRA, C. C. Geotecnologias aplicada à Criação e Organização de Banco de Dados Geoambientais da Bacia Hidrográfica do Rio Sucuriú - MS/BR. 2011. 193 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, 2011.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, IBGE. Manual Técnico de Geomorfologia. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. 182p. (Manuais Técnicos em Geociências).

IZIPPATO, F. J. Diretrizes para análise ambiental com uso de geotecnologias na Bacia Hidrográfica do Córrego do Pinto, Três Lagoas/MS. 2013. 161 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2013.

KAWAKUBO, S. F. Caracterização empírica da fragilidade ambiental utilizando geoprocessamento. In: XII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Goiânia, Brasil, 16-21 abril, 2005. Anais..., Goiânia: INPE, 2005, p. 2203-2210.

LEPSCH, I. F. Formação e conservação dos solos. São Paulo: Oficina de Textos, 2002.

LIBAULT, A. Os quatro níveis da pesquisa geográfica. Métodos em Questão, Instituto de Geografia (USP), São Paulo, n. 1, p. 1-14, 1971.

MEDEIROS, R. B. Procedimentos metodológicos para análise da vulnerabilidade ambiental em bacias hidrográficas com um estudo de caso da bacia hidrográfica do córrego moeda, Três Lagoas/MS em 2014. 2015. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2015.

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, MMA. Caderno setorial de recursos hídricos: agropecuária. Brasília: MMA, 2006. 96 p.

OLIVEIRA, S. B.; MATAVELI, A. G. Avaliação do desempenho dos classificadores Isoseg e Bhattacharya para o mapeamento de áreas de cana-de-açúcar no município de Barretos-SP. In: XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013. Anais... Foz do Iguaço: INPE, 2003.

PACHECHENIK, P. E. et al. Fragilidade potencial e emergente na bacia do Rio das Pedras, Guarapuava/PR – Brasil. Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 14, n. 47, p. 01–14, 2013.

PEREIRA, R. V. Análise da fragilidade ambiental a processos erosivos no município de Campos Gerais-MG. 2014. Dissertação (Mestrado acadêmico em Geografia) – Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Juiz de Fora, 2014.

PINTO, A. L. et al. Avaliação da eficiência da utilização do oxigênio dissolvido como principal indicador da qualidade das águas superficiais da bacia do córrego Bom Jardim, Brasilândia/MS. Revista GEOMAE, Campo Mourão, v. 1 n. 1, p. 69-82, 2010.

RAMALHO-FILHO, A.; BEEK, K. J. Sistema de avaliação da aptidão agrícola das
terras. 3. ed. Rio de Janeiro: EMBRAPA-CNPS, 1995. 65 p.

ROSS, J. L. S. Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropotizados. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, n. 8, p. 63-74, 1994.

SILVA, R. V. da. Estimativa De Largura De Faixa Vegetativa Para Zonas Ripárias: Uma
Revisão. In: I Seminário de Hidrologia Florestal: Zonas Ripárias, Alfredo Wagner/SC, 2003.

SPÖRL, C.; ROSS, J. L. S. Análise comparativa da fragilidade ambiental com aplicação de três modelos. GEOUSP – Espaço e Tempo, São Paulo, n. 15, p. 39-49, 2004.

TAVARES, A. R. Monitoramento da Qualidade e Diagnóstico de Conservação das Águas do Rio Paraíba do Sul. 2006. 202 f. Dissertação (Mestrado em Infraestrutura Aeroportuária) – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, São José dos Campos, 2006.

VICENTE. L, E.; PEREZ FILHO, A. Abordagem sistêmica e geografia. GEOGRAFIA, Rio Claro, v. 28, n. 3, p. 323-344, set./dez. 2003.

VITTE, A, C.; MELLO, J, P. Mapeamento da fragilidade ambiental na bacia do Rio Verde, Região Nordeste do estado de São Paulo, Brasil. GEOUSP – Espaço e Tempo, São Paulo, n. 35, p. 192-222, 2013.
Publicado
31/12/2019
Como Citar
BRITO, Rafael Martins; GARCIA, Patrícia Helena Mirandola; BARROS, Matheus Henrique de Souza. RELAÇÃO ENTRE A FRAGILIDADE AMBIENTAL, QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS E ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO CÓRREGO SÃO DOMINGOS, TRÊS LAGOAS-MS. Geosaberes, Fortaleza, v. 11, p. 12 - 31, dez. 2019. ISSN 2178-0463. Disponível em: <http://geosaberes.ufc.br/geosaberes/article/view/793>. Acesso em: 25 fev. 2020. doi: https://doi.org/10.26895/geosaberes.v11i0.793.
Seção
ARTIGOS