A percepção do visitante sobre a interpretação ambiental em cavidades subterrâneas

Resumo

Em tempos remotos os seres humanos utilizavam cavernas como forma de abrigo. Atualmente, o uso destes ambientes também se dá pelo turismo, em suas diversas formas. O turismo em áreas naturais e a interpretação ambiental podem auxiliar os visitantes na compreensão das paisagens cársticas e contribuir com sua conservação. O objetivo deste estudo foi identificar a percepção dos visitantes sobre a interpretação ambiental em cavidades subterrâneas. A metodologia adotada foi a aplicação de um questionário online, do qual se obteve 252 respostas válidas. Os resultados apontam para uma compreensão da importância do uso de ferramentas interpretativas, e mais de 90% dos respondentes acreditam que as pessoas estão mais conectadas com o ambiente, considerando também que tais visitas propiciam a formação de uma cultura científica.  

Biografia dos Autores

Tatiane Ferrari do Vale, Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas, Brasil

Membro do Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas.

Rafael Altoe Albani, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Jasmine Cardozo Moreira, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Brasil

Professora do Curso de Bacharelado em Turismo e do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Referências

BRASIL. Ministério do Turismo. Turismo de Aventura: orientações básicas. Brasília: Ministério do Turismo, 2010.

CENTRO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO E PESQUISA DE CAVERNAS. Orientações e procedimentos. Disponível em: . Acesso em: 29 mar. 2019.

CIGNA, Arrigo A. Tourism and show caves. Zeitschrift für Geomorphologie, Supplementary Issues, v. 60, n. 2, p. 217-233, jun. 2016.

CRANE, Ralph; FLETCHER, Lisa. The speleotourist experience: approaches to show cave operations in Australia and China. Helictite: Journal of Australasian Speleological Research, v. 42, p. 1-11, 2016.

DAVIDSON, Penny; BLACK, Rosemary. Voices from the Profession: Principles of Successful Guided Cave Interpretation. Journal of Interpretation Research, v. 12, n. 2, 2007.

DE FIGUEIREDO, Luiz Afonso Vaz. Cavernas como paisagens racionais e simbólicas: imaginário coletivo, narrativas visuais e representações da paisagem e das práticas espeleológicas. 2010. 466f. Tese (Doutorado em Ciências) – Universidade de São Paulo - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, São Paulo, 2010.

DE FIGUEIREDO, Luiz Afonso Vaz. Espeleoturismo e as contribuições da educação ambiental: aspectos históricos e relatos de experiências formativas no Brasil e México. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ESPELEOLOGIA, 33, 2015. Eldorado. Anais... Campinas: SBE, 2015. p. 697-710. Disponível em: . Acesso em: 29 mar. 2019.

DE FIGUEIREDO, Luiz Afonso Vaz. O imaginário, o simbólico e as cavernas: estudos preliminares. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ESPELEOLOGIA, 25, 1999. Vinhedo. Anais... Campinas: SBE, 2017. p.113-117. Disponível em: < http://www.cavernas.org.br/anais25cbe/25cbe_113-117.pdf>. Acesso em: 29 mar. 2019.

DE FIGUEIREDO, Luiz Afonso Vaz. Representações sociais e imaginário coletivo sobre as cavernas brasileiras. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ESPELEOLOGIA, 31, 2011. Ponta Grossa. Anais... SBE, 2017. p.345-355. Disponível em: . Acesso em: 29 mar. 2019.

ERIKSTAD, Lars. History of geoconservation in Europe. Geological Society, London, Special Publications, v. 300, n. 1, p. 249-256, 2008.

GAMS, Ivan. Kras v Sloveniji v prostoru in času. Ljubljana: Založba ZRC, 2004.

HAM, Sam H. Environmental interpretation – A practical guide for people of big ideas and small budgets. Colorado: Fulcrum Publishing Golden, 1992.

HOSE, Thomas. A. 3G’s for modern geotourism. Geoheritage, v. 4, n. 1-2, p. 7-24, 2012.

INTERNATIONAL SHOW CAVES ASSOCIATION. About us. Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2019.

INTERNATIONAL SHOW CAVES ASSOCIATION. Recommended International Guidelines for the Development and Management of Show Caves. 2014. 17 p. Disponível em: . Acesso em: 29 mar. 2019.

LOBO, Heros Augusto Santos. Caracterização e tendências de gestão dos impactos negativos e positivos do espeleoturismo. Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo, São Paulo, v. 9, n. 2, p. 321-341, mai/ago.2015. Disponível em: . Acesso em: 02 abr. 2018.

LOBO, Heros Augusto Santos; MORETTI, Edvaldo Cesar. Tourism in caves and the conservation of the speleological heritage: the case of Serra da Bodoquena (Mato Grosso do Sul State, Brazil). Acta Carsologica, v. 38, n. 2-3, p. 265-276, 2009. Disponível em: . Acesso em 02 abr. 2018.

LOBO, Heros Augusto Santos; PERINOTTO, José Alexandre de Jesus; BOGGIANI, Paulo Cesar. Espeleoturismo no Brasil: panorama geral e perspectivas de sustentabilidade. Revista Brasileira de Ecoturismo, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 62-83, 2008. Disponível em: < https://periodicos.unifesp.br/index.php/ecoturismo/article/view/5839>. Acesso em: 02 abr. 2019.

MAYRING, Phillip. Qualitative content analysis. A companion to qualitative research. In: FLICK, U.; VON KARDOFF, E.; STEINKE, I. (Ed.). A companion to qualitative research. Sage, 2004. part. 5. p. 159-176.

NEWSOME, David; DOWLING, Ross. The scope and nature of geoturismo. In: DOWLING, Ross; NEWSOME, David. (Ed.). Geotourism. Oxford: Elsevier Butterworth Heinemann, 2006. cap. 1. p.3-25.

NOY, Chaim. Sampling knowledge: The hermeneutics of snowball sampling in qualitative research. International Journal of social research methodology, v. 11, n. 4, p. 327-344, 2008.

MOSSBERG, Lena; HANEFORS, Monica; HASEN, Ann Heidi H. Guide performance: co-created experiences for tourist immersion. In: PREBENSEN, Nina K.; CHEN, Joseph S.; UYSAL, Muzaffer S. Creating Experience Value in Tourism. 2 nd. Wallingford: CABI, 2018. cap. 203-2014.

PEREZ, Rui Campos. Simbólica da caverna: um proto-ensaio. In: CONGRESSO NACIONAL DE ESPELEOLOGIA, 20, 1989. Brasília. Anais... Campinas: SBE, 2017. p.31. Disponível em: Acesso em: 29 mar. 2019.

PIERSSENÉ, Andrew. Explaining our world: An approach to the art of environmental interpretation. Londres: Routledge, 2003.

TILDEN, Freeman. Interpreting our heritage: Principles and practices for visitor services in parks, museums, and historic places. Chapel Hill, University of North Carolina Press, 1957.

TOLNAY, Zsuzsa. Interpretation in cave tourism – a little utilised management. Disponível em: . Acesso em: 03 fev. 2019.

VASCONCELOS, Jane. Interpretação ambiental. In: MITRAUD, Sylvia (Org.) Manual de ecoturismo de base comunitária: ferramentas para um planejamento responsável. Brasília: WWF Brasil, 2003, cap. 7, p. 261-294.

ZORN, Matija; ERHARTIC, Bojan; ZOMAC, Blaz. La Slovénie, berceau du géotourisme karstique. Karstologia, v. 54, n. 1, p. 1-10, 2009. Disponível em: . Acesso em: 02 abr. 2019.

WAILER, Betty; HAM, Sam H. Tour Guides and Interpretation. In: WEAVER, David Bruce. (Ed.). The encyclopedia of ecotourism. Wallingford: CABI, 2001. 2001; cap. 35. p.549-553.
Publicado
01/09/2019
Como Citar
VALE, Tatiane Ferrari do; ALBANI, Rafael Altoe; MOREIRA, Jasmine Cardozo. A percepção do visitante sobre a interpretação ambiental em cavidades subterrâneas. Geosaberes, Fortaleza, v. 10, n. 22, p. 209 - 223, set. 2019. ISSN 2178-0463. Disponível em: <http://geosaberes.ufc.br/geosaberes/article/view/755>. Acesso em: 16 set. 2019. doi: https://doi.org/10.26895/geosaberes.v10i22.755.
Seção
ARTIGOS